De mãos dadas com o pecado,
O pecado de existir.
Quando vi passar na rua
Uma imagem à luz da Lua
Que fez meu coração sorrir.
Era mesmo a tua imagem,
Jurava que era miragem,
Não fosses mesmo tu.
Aproximei-me para te cumprimentar
Mas o que eu queria era encostar
O teu corpo no meu, beijar
Os teus lábios e sussurrar
“Meu Amor, como te Amo!”
Não passámos do leve beijo
Na face, mas não passou o desejo
De te querer, de te Amar.
Descobri que o Amor é Crime
E é tão grande o ciúme
Que tenho do batom que usas.
Meu Amor, como é grande o meu ciúme
Mas é Crime, Amor, é Crime,
O Amor que tanto recusas.
11/01/2011 Ricardo Alves
