sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Prece minha. Obrigado Amália

Inspirado no poema "Prece", de Pedro Homem de Mello, cantado de forma soberba pela minha querida Amália, escrevi este poema há já algum tempo. Espero que gostem! Aproveito e deixo-vos com uma interpretação da Diva do Fado...

Talvez que eu morra por tanto
Bem eu te querer.
Talvez eu seja um dia santo
Mas isso só quando morrer.

Talvez eu morra na dor
Que é eu não te ter.
Vivo esta vida no pavor
Com medo de te perder.

Se bem que já te perdi
Tão cedo e sem errar.
Todo o dia fico sem ti
Morrendo por não te amar.

Talvez eu morra contente
Em minha solidão
Se por momentos do presente
Puder beijar a tua mão.

Talvez eu morra perdido
No meio de tanta gente
Com mares de mágoa pela frente
Sem ver à vida o sentido.

Talvez que eu morra vazio
Por culpa desta sina
Que fez de mim um homem frio
Que nem queimado se afina.

Se com a Morte criasse laços
E voasse que nem perdiz
Só pousaria nos teus braços
Para poder morrer feliz.

Ricardo Alves

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